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segunda-feira, 28 de julho de 2008
Os tênis dançantes

Eu acho que TODA criança tem problemas em vestir sapatos, tênis e sandálias. Era assim comigo, com a Moniquinha e o mesmo acontece com a Amanda.

Nós compramos tênis com folga e ela reclama q tá apertado assim que ele é fechado. Certa vez, como solução, compramos um super Ortopé para ver se contornava, mas descobrimos que a Amanda (felizmente) não se prenderá a marcas de roupas! hehe!

Durante os últimos tempos, eu e a Mônica inventamos várias táticas que funcionam na maioria das vezes. Algumas delas:

  • Usar meia mais fina: quando ela está com meia fininha, ela diz que fica melhor.
  • Logo que ela acorda, ainda meio atordoada, a gente troca a roupa dela enquanto ela tá tomando leitinho e coloca o tênis. Dificilmente ela reclama, mas é bem mais complicado.
  • A TV é um ótimo recurso distrativo para inúmeras situações. Quando ela está bem entretida com o desenho, nós vamos e colocamos os tênis nela.
  • Deixar ela escolher funcionou poucas vezes pois em algumas delas, ela escolhia chinelo ou sandália. Então para evitar estas inadequações, não usamos esta idéia com frequencia.

    A última estratégia foi comprar um tênis MUITO folgado, mas que pudéssemos prender bem. Mas não foi só isso! Inspirados em uma ocasião em que simulei que o uniforme da escola pedia para Amanda para ir a escola (Eu já contei isso aqui para vocês?) resolvemos encenar que os novos tênis queriam MUITO ficar nos pés da Amanda, ir para escola, passear. Aí o tênis novo (que tá limpinho e com cheirinho de novo) ficou dançando, dando beijinho nos pés da Amanda, fazendo carinhos, conversando com ela dizendo que estavam doidos para ficar dentro dos pés dela, pedindo por favor...

    O resultado foi que a receptividade ao novo tênis foi ótima. Fechamos e vimos que ficou perfeitamente folgado. Então, eu e Moniquinha contentes pelo bom resultado, em poucos segundos, ouvimos a primorosa e mais "surpreendente" opinião da Amanda:

    "Tá apertado." :D

    Postado por Carlos Marcelo às 13:09
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  • segunda-feira, 21 de julho de 2008
    Texto lindo!

    Recebi este texto lindíssimo, e infelizmente a autoria é desconhecida (pesquisei no Google, pra ver se descobria quem o escreveu, mas só encontrei blogs que continham o texto, mas sem o nome da autora).

    Se alguém souber quem foi que teve essa enorme inspiração, por favor me diga, pra eu colocar os devidos créditos. A pessoa conseguiu descrever EXATAMENTE o que uma mãe sente pelos seus filhos!

    Quem já é mãe certamente me dará razão. E quem ainda não é, leia e saberá o que te espera! :)

    --------------------------------------

    Nós estamos sentadas almoçando quando minha filha casualmente menciona que ela e seu marido estão pensando em 'começar uma família'.


    'Nós estamos fazendo uma pesquisa', ela diz, meio de brincadeira. 'Você acha que eu deveria ter um bebê?
    'Vai mudar a sua vida,' eu digo, cuidadosamente mantendo meu tom neutro. 
    'Eu sei,' ela diz, 'nada de dormir até tarde nos finais de semana, nada de férias espontâneas.. .'

    Mas não foi nada disso que eu quis dizer.

    Eu olho para a minha filha, tentando decidir o que dizer a ela.
    Eu quero que ela saiba o que ela nunca vai aprender no curso de casais grávidos.
    Eu quero lhe dizer que as feridas físicas de dar à luz irão se curar, mas que tornar-se mãe deixará uma ferida emocional tão exposta que ela estará para sempre vulnerável. 

    Eu penso em alertá-la que ela nunca mais vai ler um jornal sem se perguntar 'E se tivesse sido o MEU filho?'
    Que cada acidente de avião, cada incêndio irá lhe assombrar. Que quando ela vir fotos de crianças morrendo de fome, ela se perguntará se algo poderia ser pior do que ver seu filho morrer. Olho para suas unhas com a manicure impecável, seu terno estiloso e penso que não importa o quão sofisticada ela seja, tornar-se mãe irá reduzí-la ao nível primitivo da da ursa que protege seu filhote. Que um grito urgente de 'Mãe!' fará com que ela derrube um suflê na sua melhor louça sem hesitar nem por um instante.

    Eu sinto que deveria avisá-la que não importa quantos anos ela investiu em sua carreira, ela será arrancada dos trilhos profissionais pela maternidade. Ela pode conseguir uma escolinha, mas um belo dia ela entrará numa importante reunião de negócios e pensará no cheiro do seu bebê. Ela vai ter que usar cada milímetro de sua disciplina para evitar sair correndo para casa, apenas para ter certeza de que o seu bebê está bem. 

    Eu quero que a minha filha saiba que decisões do dia a dia não mais serão rotina. Que a decisão de um menino de 5 anos de ir ao banheiro masculino ao invés do feminino no McDonald's se tornará um enorme dilema. Que ali mesmo, em meio às bandejas barulhentas e crianças gritando, questões de independência e gênero serão pensadas contra a possibilidade de que um molestador de crianças possa estar observando no banheiro. 

    Não importa o quão assertiva ela seja no escritório, ela se questionará constantemente como mãe.

    Olhando para minha atraente filha, eu quero assegurá-la de que o peso da gravidez ela perderá eventualmente, mas que ela jamais se sentirá a mesma sobre si mesma. Que a vida dela, hoje tão importante, será de menor valor quando ela tiver um filho. Que ela a daria num segundo para salvar sua cria, mas que ela também começará a desejar por mais anos de vida -- não para realizar seus próprios sonhos, mas para ver seus filhos realizarem os deles. 

    Eu quero que ela saiba que a cicatriz de uma cesárea ou estrias se tornarão medalhas de honra. 

    O relacionamento de minha filha com seu marido irá mudar, mas não da forma como ela pensa. Eu queria que ela entendesse o quanto mais se pode amar um homem que tem cuidado ao passar talco num bebê ou que nunca hesita em brincar com seu filho. Eu acho que ela deveria saber que ela se apaixonará por ele novamente por razões que hoje ela acharia nada românticas. 

    Eu gostaria que minha filha pudesse perceber a conexão que ela sentirá com as mulheres que através da história tentaram acabar com as guerras, o preconceito e com os motoristas bêbados.

    Eu espero que ela possa entender porque eu posso pensar racionalmente sobre a maioria das coisas, mas que eu me torno temporariamente insana quando eu discuto a ameaça da guerra nuclear para o futuro de meus filhos.

    Eu quero descrever para minha filha a enorme emoção de ver seu filho aprender a andar de bicicleta. Eu quero mostrar a ela a gargalhada gostosa de um bebê que está tocando o pelo macio de um cachorro ou gato pela primeira vez. Eu quero que ela prove a alegria que é tão real que chega a doer. O olhar de estranheza da minha filha me faz perceber que tenho lágrimas nos olhos.

    'Você jamais se arrependerá', digo finalmente. Então estico minha mão sobre a mesa, aperto a mão da minha filha e faço uma prece silenciosa por ela, e por mim, e por todas as mulheres meramente mortais que encontraram em seu caminho este que é o mais maravilhoso dos chamados.
    Este presente abençoado de Deus... que é ser Mãe.'



    Postado por Mônica às 10:22
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    sexta-feira, 18 de julho de 2008
    Atrasada mas beijada!

    Todo dia acordo a Amanda dando um beijinho nela. Ela demora um pouco para abrir os olhos, mas fico fazendo carinho nela, dando beijinhos, dizendo que está na hora de acordar, e ela levanta numa boa. Dá bom dia e um beijinho na mamãe e no papai.

    Hoje fui mais cedo para o trabalho, então só dei um beijinho nela e deixei-a dormindo.

    Quando o elevador já estava quase chegando lá embaixo, o Celinho me ligou e falou pra eu voltar pra casa.

    Nem saí do elevador. Apertei o nosso andar e voltei. Quando cheguei em casa, estava a Amanda sentadinha no sofá, de braços cruzados, com a cara meio tristinha. Perguntei se tinha sido ela que tinha pedido pra eu voltar, e ela respondeu que sim. Perguntei por quê e obtive uma resposta que fez meu dia começar muitíssimo bem:

    - Porque eu queria te dar um beijinho!

    Postado por Mônica às 14:28
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    segunda-feira, 14 de julho de 2008
    O amor, o futuro e a continuidade da vida

    Esta foto me prendeu por vários minutos e a conclusão que cheguei é de que ela consegue explicar muito bem sua personalidade poderosa e tudo aquilo que imagino que será o futuro dela.

    Realmente evito sonhar ou desejar, pois eu quero que isto seja exclusividade dela para ela mesma.


    Aproveito o momento para avisar: a época de estiagem de posts está para acabar!


    Postado por Carlos Marcelo às 12:52
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